Procurando sentido

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Suor, tão estranho. Não sei se está frio ou quente. Não sei se é a febre. E talvez seja mais um delírio, mas parece que o inverno vem chegando. Tudo é tão incerto com o aquecimento global. Sim, tudo é sempre incerto, mesmo depois de mais de duzentas noites tentando encontrar sentido. 

Eu sempre aconselho meus amigos a aprenderem a cozinhar. Mas, tentar se preparar para o mundo é inútil, ele sempre leva a melhor. E aos poucos a poeira, as roupas sujas, as contas, se acumulam sem nenhuma cortesia. Ninguém pede por favor nesse mundo. 

E a gentileza é para poucos. E um salário justo é para poucos. E um final feliz é para poucos. E, em alguns momentos, pode surgir aquele sentimento horrendo, mas totalmente humano. Aquele que faz qualquer um questionar porque têm tantos com talento abrindo mão de sua arte, de seus sonhos. O mundo mata a beleza, amigo, desde de sempre. 

Mas, às vezes, existem esses momentos miraculosos de experimentação. Sentir na língua, o gosto doce. Na pele, o calor aconchegante. Escutar aquela música que não morre, mesmo que o mundo tente matar. Então existem vários Wall, muros de maravilhas, e esses pedaços de vontade de viver. 

Então é melhor sussurrar bem baixinho sobre as coisas boas, para que elas não escapem. Para que sejam sempre nossa fuga nos finais de noites como essa.

Continue a nadar!

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