Prometo (ainda) te amar

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Eu cumpro minhas promessas. Foi o que minha mãe me ensinou. Nunca fui obrigada a dar minha palavra, mas sempre fui a cumpri-la. Isso é um princípio, questão de carácter. Então essa sou eu: evito meias verdades, não ligo para a opinião alheia e cumpro minhas promessas. 

Eu prometi amá-lo. Por Deus! Alguns dias é difícil de cumprir. Sempre conheço pessoas tão legais. Talvez fosse saudável dar espaço para algum outro cara na minha vida. Mas, se eu fizesse isso, seria como trair a mim mesma. As escolhas que eu faço são parte de quem sou. E eu gosto dessa Ana. Gosto mesmo. Então escolho ser fiel a minhas promessas.

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Paulo, ele soube colocar em palavras o que nem entendo direito como sentir. Mas, além disso, acredito que o amor é algo que nos faz acreditar. Faz com que eu acredite de coração que a vida possuí propósito. Além de relacionamentos, além de dramas superficiais. Amar me torna uma pessoa mais altruísta, mais disposta a colocar a felicidade alheia em primeiro lugar. 

Eu quero que ele seja feliz. Sempre. Saber que ele está bem faz o meu dia extraordinário, mesmo que ele esteja tão longe. E talvez, daqui alguns anos, as minhas promessas pareçam estúpidas. Ou talvez, daqui alguns anos, eu ainda esteja empenhada em cumpri-las. 

O importante é dizer que, mesmo que eu veja um mundo de possibilidades, ele é o único para quem eu realmente abro meu coração. Ele é o único para quem sinto necessidade de explicar meus sorrisos meio Monalisa e meus olhos de Cigana cheios de ressaca. 

Amor, mesmo quando você ma mata de raiva, continuo amando seu cabelo.

Continue a nadar!

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