5 anos de blog

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Mês passado o blog fez cinco anos. É interessante sentir as mudanças graduais do dia a dia. Anos atrás, eu fiz planos para este espaço e deixei de lado. Depois, falei sobre livros como se entendesse do assunto. Com o tempo, outras coisas também se tornaram pauta, como meus desenhos, minhas fotos. Hoje, venho aqui duas vezes ao mês para contar uma história. Este blog é sobre meus sonhos, minhas expectativas, meus gostos e sobre meu coração.

Nunca tive público de verdade. Depois de ter pessoas lendo o que eu escrevo, sei que as postagens aqui são mais para ajudar minha memória. Eu ainda mantenho porque é engradecedor olhar para o passado (mesmo com os erros gramaticais medonhos).

Estou passando um pequeno período na casa dos meus pais e tenho tido tempo. Ainda é estranho esta não ser mais a minha casa, mas depois de administrar meu próprio espaço, entendo a diferença. Mas, nessa pequena pausa, tive tempo para olhar o caminho que trilhei.

A ilustração de hoje é um exemplo de como as coisas se transformam. Mesmo que meus desenhos ainda não possam ser chamados de satisfatórios, essas imagens contam muito sobre como o tempo pode ser bom. A imagem menor, foi a primeira coisa que consegui desenhar com a tablet. Por anos, meus desenhos digitais eram feitos com o mouse, mas naquela época ganhei esse presente.

Foi um pouco desesperador, porque no primeiro teste eu parecia ter duas mãos esquerdas (sendo destra). Como tudo na vida, o desenho digital precisa de treino, tempo para adaptação. E me lembro de ficar muito orgulhosa quando finalmente consegui o domínio para desenhar essa plaquinha com o coração. Minha memória não é precisa, mas acho que o objetivo era retratar essa casinha que minha família construiu com tanta dificuldade. Nosso pequeno lar com paredes amarelas, que cresceu com o tempo, assim como eu.

Semana passada retomei essa ideia. Redesenhar coisas antigas é um bom exercício e me sinto feliz ao notar a mudança. Hoje meu traço é mais solto, mais irrestrito. Ainda desenho bastante usando as linhas, mas refazendo a placa, consegui me livrar delas. Ainda tenho um longo caminho, mas sendo sincera, acredito que nunca usarei a palavra satisfatória com meus desenhos. Mas, eu achava a mesma coisa em relação aos meus textos e já escrevi dois livros! (Isso é sempre surreal.)

Acho que já escrevi demais. Como sempre faço isso com sono, às três da manhã. Mas eu precisava registrar que sinto orgulho do quanto caminhei. Por muitas vezes, foi uma jornada solitária. Mas, tive momentos compartilhados com pessoas amadas. Eu não sei quanto tempo ainda manterei este diário online, mas se ainda existir algum leitor por aí, eu queria dizer que estou percorrendo um caminho de amor. Em breve vou deixar essa casinha amada novamente, mas as placas não mentem. Fique atento para pegar a direção correta. Lembre-se que o melhor GPS é o seu coração.

Continue a nadar!

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